sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Porque É Fim de Semana: Vila Cortês da Serra

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para a freguesia de Vila Cortês da Serra. 



Vila Cortês da Serra fica situada num  vale no sopé da Serra da Estrela e segundo a crença dos seus habitantes, existiu  um castro pré-romano, no monte do Castelejo.
Esta povoação que nunca foi vila, se não no seu topónimo, deverá ter a sua   origem relacionada com o repovoamento do termo do castelo de Linhares, ao qual pertencia em meados do séc. XI. 
Fez parte do concelho de Linhares até à extinção deste a 24 de Outubro de 1855. 
A antiga freguesia era priorado da apresentação dos senhores de Melo.
Aldeia localizada numa estrada internacional, foi alvo  das tropas napoleónicas, que aqui estiveram instaladas,  após a derrota nas Linhas de Torres e que durante a  fuga, incendiaram parte da povoação.



A  Padroeira de Vila Cortês da Serra é  Nossa Senhora da Conceição.

A igreja Matriz  é um bonito templo mandado construir em finais do séc. XVIII ou princípios do séc. XIX, pelos condes de Mello, donatários desta paróquia. 
Tem altar-mor, com retábulo de talha dourada, três altares laterais, coro e uma elegante torre com quatro sineiras. Para além da igreja de Nossa Senhora da Conceição, existem na povoação outros locais de culto.

- Capela de Santo António 



Data do séc XVII e é um belo exemplar do património arquitectónico e artístico. 

- Capela de S. Bartolomeu
Este templo situa-se no centro da povoação e foi a primeira Matriz. Em tempos, era alvo duma grande festa e feira anuais, no dia  24 de Agosto.

- Casa Brasonada



Na aldeia, existe um edifício brasonado,  pertencente à família Mendonças de Freches. 


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Torta Sensação

Massa:
200g de BISCOITO DE CHOCOLATE
100g de MANTEIGA derretida sem sal

Recheio:
1 lata de LEITE CONDENSADO (395g)
2 copos de IOGURTE NATURAL (340g)
2 caixinhas de CREME DE LEITE (400g)
1 SUCO EM PÓ sabor morango (25g)

Cobertura: 
150g de CHOCOLATE MEIO AMARGO picado
1 caixinha de CREME DE LEITE (200g)



Num processador, triture os biscoitos até virar uma farofa. Adicione a manteiga derretida e bata novamente. 
Forre o fundo de uma forma removível com papel manteiga, com a mistura pronta disponha na forma. Leve à geladeira por 30 minutos. 
Em seguida bata no processador o leite condensado, o iogurte, o creme de leite e o suco em pó, até obter um creme homogéneo. 
Disponha o recheio na torta e volte à geladeira por 1 hora. 
Aqueça o creme de leite e coloque no chocolate picado. Misture bem até o chocolate derreter por completo.
Disponha por cima da torta e volte à geladeira por mais 3 horas ou até firmar.
Decore com raspas de chocolate.





Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O Valioso Tempo dos Maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

Mário de Andrade


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Quinta da Bacalhoa II

A segunda parte da visita à Quinta da Bacalhoa realizou-se no edifício-sede  onde as colecções particulares do Comendador José Berardo podem ser apreciadas em três exposições permanentes.


- Out of Africa
Esta exposição é dedicada  à Rainha Ginga e a África, onde o Comendador passou parte da sua vida.
Dela constam diversas peças etnográficas africanas bem como  outras contemporâneas. 


- What a Wonderful World! 
Esta colecção  dedicada à Art Nouveau e Art Deco é constituída por vários móveis, candeeiros e objectos decorativos.
Existe também um espaço dedicado a Rafael Bordalo Pinheiro, com destaque para algumas das suas famosas peças de cerâmica.


- O Azulejo Português do Século XVI ao Século XX
Um  acervo de azulejaria transversal a mais de cinco séculos, encontra-se patente    na Adega, num ambiente de luz e temperatura controladas.


A visita terminou com a degustação de alguns dos vinhos produzidos na quinta, com especial destaque para o Moscatel.



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Visita à Quinta da Bacalhoa I

Nada melhor para aproveitar um fim de semana de final de Verão, que um agradável passeio, na   companhia de amigos com os quais nos identificamos.



Desta vez, o passeio foi aqui bem perto de minha casa, à Quinta da Bacalhoa em Vila Fresca de Azeitão.
Da Quinta fazem parte a vinha, a adega, o museu  e o famoso Palácio da Bacalhoa, que  actualmente pertencem ao Comendador Joe Berardo. Teve origem no século XV, quando o Infante D. João, um dos filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, ali passava os seus momentos de lazer.



De geração em geração, de venda em venda, sofreu várias alterações ao traçado primitivo. No século XX, abandonado e em mau estado de conservação, foi adquirido pela norte-americana, Orlena Scoville, que procedeu a obras de reconstrução do palácio. Mais tarde, o neto iniciou uma nova fase da Quinta, que a tornou  num dos maiores produtores  de vinho do país.



Do  Palácio fazem também parte,  um magnífico jardim, um pomar, a vinha e a Casa de Fresco com o seu famoso tanque.
Passou pela posse de várias personalidades. De todos eles, destaco Brás de Albuquerque, filho do Vice-Rei da Índia,  Afonso de Albuquerque, que o ampliou e ao qual  se deve a maior parte  deste conjunto arquitectónico.



O actual proprietário fez um grande investimento no Palácio, embelezando-o e transformando parte dele num Museu, onde estão  patentes, entre outros, um importante espólio da azulejaria primitiva em Portugal, bem como várias das obras de arte, que Joe Berardo foi adquirindo ao longo da sua vida.


Saindo para o exterior do  edifício, encontramos um   belo jardim formado por buxos dispostos  num bonito labirinto, tendo uma fonte ao centro e, em volta, um harmónico conjunto de estátuas.  



Seguindo por uma bonita alameda rodeada de muros e bancos revestidos de azulejos, tendo incrustados nas paredes belos medalhões, com os bustos de imperadores romanos, vamos chegar à Casa De Fresco.



Este edifício é formado por três torres que terminam num tanque de proporções generosas e que forma um esplêndido espelho de água.




Como não podia deixar de acontecer numa Quinta vocacionada para a viticultura,  uma grande vinha espraia-se aos olhos dos visitantes, motivando-os para uma prova de vinhos e uma visita à Adega. 




Obrigada pela sua presença. Volte sempre!