segunda-feira, 23 de abril de 2018

Forcadas e Fonte Fria

Continuamos na freguesia de Matança e vamos conhecer alguns pormenores de duas aldeias que fazem parte desta freguesia.
São elas: Forcadas e Fonte Fria.
Forcadas é uma localidade de que não existe documentação sobre a sua origem, anterior ao 
século XVII, pelo que se pensa que tenha surgido a partir duma das quintas que abundavam na região.



No entanto, a existência duma necrópole medieval de sepulturas escavadas na rocha, conduz-nos à certeza de ter havido habitantes naquele local, por volta dos séculos IX ou X. Mas, mais antiga ainda, é a teoria de, nas proximidades, ter havido uma povoação do tempo dos romanos,  como comprovam  as várias peças de cerâmica de construção, ali descobertas.

Esta aldeia, como outras na região, foi também local de fixação dos judeus convertidos como testemunham as marcas daquele povo, em algumas das suas habitações.
Existe também um "nicho-oratório" que possivelmente datará do século XVIII. 




Seguimos agora a caminho da aldeia de Fonte Fria e vamos deparar com  a bonita capela barroca de São Miguel.


À entrada da Fonte Fria encontramos uma outra capela dedicada a Santa Eufemia, de estilo romano-gótico, que deve datar da época da  primeira dinastia. É uma capela  com um portal ogival e cachorrada com figuras animalescas na capela-mor.




Fontes: Wikipédia e Blogues de Algodres
Fotos da Internet






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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque é fim de semana: Matança


Porque é fim de semana, vamos continuar na descoberta  das  freguesias  do concelho  de  Fornos de Algodres e conhecer um pouco da freguesia de Matança.  




Esta é uma das mais antigas povoações do concelho, devendo   remontar à época dos romanos.
Situada numa região onde o povoamento humano tem mais de 5000 anos, como comprova a existência dum monumento megalítico perto desta localidade, a Anta das Corgas, ou Casa da Orca das Corgas
Existem também vestígios da civilização romana, havendo quem afirme que passava por esta antiga vila, uma via que ligaria Viseu a Trancoso. À entrada da povoação, existem ainda  duas  pontes medievais, provavelmente de fundação romana e perto duma delas  existem restos de uma calçada romana.



Matança foi sede de concelho a partir de 1270, data em que recebeu o primeiro foral concedido por  D. Afonso III,  sendo confirmado por  foral novo, dado por D. Manuel I, no século XVI. 
Este concelho, que pertencia à Comarca de Trancoso, só foi extinto em 1836, pela reforma liberal, mas ainda conserva o seu pelourinho, antigo símbolo da autonomia municipal,  situado na praça onde outrora se encontrava o edifício municipal.



A padroeira de Matança é Santa Maria Madalena.
A sua Igreja Matriz tem data desconhecida, mas provavelmente  datará dos séculos XIII ou XIV. 
Esta igreja que era já importante no tempo do Rei D. Dinis, que a taxou para a guerra contra os mouros em 40 libras, sofreu várias alterações  no século XVIII.
No exterior,  conserva ainda o  portal românico e algumas pedras sigladas caraterísticas da época medieval.

Em Matança podem ser visitados outros locais de interesse patrimonial

- Dólmen de Matança




Anta de câmara poligonal de nove esteios, dois dos quais apresentam vestígios de gravuras rupestres. Foi construído, provavelmente, entre 2900 a.C. e 2640 a.C.

- Ponte romana 



Constituída por dois arcos, que fazia ligação à calçada romana.

- Pelourinho



O monumento manuelino, que se pensa datar  do século XVI. Construído em granito, é constituído por uma coluna octogonal assente em degraus, com remate em capitel de gaiola. 


Esta freguesia inclui, além da sede de freguesia, os lugares de Fonte Fria e Forcadas que serão alvo do próximo post do Açor.


Fonte Wikipédia e blogues de Algodres
Fotos da Internet


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Coimbra: Portugal dos Pequenitos

O Portugal dos Pequenitos, localiza-se junto ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e é um parque temático destinado às crianças, principalmente.


Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto  e inaugurado em  8 de junho de 1940. Desde 1959, integra o património da Fundação Bissaya Barreto.
Este espaço lúdico-pedagógico, constitui uma mostra em tamanho reduzido do património português construído no país e no Mundo.

A construção deste espaço desenvolveu-se em três etapas:
A primeira fase, é formada por um conjunto de casas típicas portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região do país bem como o conjunto de Coimbra, onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade. Foi construída  entre 1938 e 1940.


A segunda fase é formada  pelos monumentos mais representativos, do nosso país.

A terceira fase diz respeito à representação das antigas províncias ultramarinas portuguesas, concluída em finais da década de 1950.



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terça-feira, 17 de abril de 2018

Coimbra: Quinta das Lágrimas

Coimbra não é só monumentos. 
A cidade, que D. Afonso Henriques tornou capital do reino, tem muito mais para oferecer a quem a visita. Existem na cidade locais emblemáticos de visita obrigatória.
Um deles é a Quinta das Lágrimas.


Envolta num clima de romance e tragédia, esta quinta foi o palco da  história de amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro.  Era nos jardins da Quinta das Lágrimas, que D. Pedro se encontrava secretamente com D. Inês e  foi ali que terminou a história de amor dos dois amantes, quando os mercenários do rei  D. Afonso IV, assassinaram  D. Inês de Castro.



O jardim  é constituído por uma zona de mata, um autêntico museu vegetal, onde podem ser observadas  várias árvores vindas de diversos pontos do Mundo. Em tempos, era nesta mata que a família real caçava.
Mais tarde, o terreno passou para a posse da Universidade de Coimbra e de uma ordem religiosa.


Em 1730, a quinta foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, que mandou construir um palácio que foi destruído por um incêndio em 1879 e reconstruído no século seguinte, à semelhança dos antigos solares rurais portugueses, com biblioteca e capela.
Actualmente no palácio funciona uma unidade hoteleira.



Passeando pelo jardim, podemos encontrar a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas, o anfiteatro da Colina de Camões, o lago redondo rematado com pedra grossa, inspirado no lago das Lágrimas, que fica perto. 


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