sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Porque é fim de semana: União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal

Porque é fim de semana, vamos continuar a descobrir as aldeias do concelho de Góis.
Hoje vamos partir à descoberta duma nova freguesia. Desta vez da União  das Freguesias  de Cadafaz e Colmeal.
Cadafaz

As duas principais localidades da União da Freguesia Cadafaz e Colmeal são bastante antigas.  Nas Inquirições de D. Dinis, já eram referidas as povoações de  Cadafaz e Colmeal como sendo povoadas no tempo de D. Sancho (1185-1211). Ambas são referidas no Foral, não Régio de Gonçalo Vasques (7º Senhor de Góis 1314), com deveres do foro onde o Colmeal tinha  quatro casais e Cadafaz  oito.
No Foral Novo concedido por D. Manuel I, no Cadastro do Reino, na elevação a freguesia de cada localidade e no reconhecimento dos Padroados,  figuram já com os seus padroeiros e restantes bens das paróquias.

Da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal fazem parte as seguintes povoações: 
Cabreira, Corterredor, Tarrastal, Candosa, Capelo, Sandinha, Mestras, Relvas, Roçaio, Carvalhal, Safredo, Aldeia Velha, Coiços, Loural, Soito, Malhada, Foz da Cova, Vergadinha, Belide, Carrimá, Açor, Ádela, Sobral, Eiras do Bispo, Val d’Égua, Val de Asna, Salgado, e Saião.








Obrigada pela sua presença. Volte sempre.










quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Museu Nacional Ferroviário - Macinhata do Vouga

O núcleo  de Macinhata do Vouga do Museu Ferroviário situa-se na segunda estação do Ramal de Sernada a Aveiro (do Vale do Vouga).

Fundado em 1981, ocupa antigas instalações adaptadas para o efeito e tem no seu interior uma exposição  de máquinas ou locomotivas a vapor, automotoras de fabrico nacional,  carruagens em madeira e outro material ferroviário



No exterior, um  exemplar do início do séc. XX, dá as boas vindas a quem chega.

 









Gostei muito deste espaço cheio de história e aconselho uma visita. É um espaço pequeno, modesto  mas bastante interessante, dotado dum bem preservado  acervo  do nosso património ferroviário.


Quadriciclo motorizado
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Palavra de Carlos Drummond de Andrade


A Palavra
Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.
Que resumiria o mundo
e o substituiria.
Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a.

Carlos Drummond de Andrade
 
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quinta da Fidalga

Numa das caminhadas que costumo fazer com o meu marido, aproveitámos para visitar a Quinta da Fidalga, situada à beira da Baía do Seixal.


Esta  quinta, inicialmente conhecida por Quinta do Vale do Grou,  foi fundada no século XV e  a ela ficou ligado Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama , que ali se instalou para coordenar a construção das caravelas.
Só no decorrer do século XIX, a quinta mudou  o nome para Quinta da Fidalga,  em virtude ali ter estado enclausurada D. Maria Bernardina da Gama Lobo de Saldanha e Sousa, impedida de casar com um oficial de tendências políticas contrárias à sua.

Durante a sua existência, a Quinta foi utilizada para produção agrícola e para lazer dos seus proprietários e, no século XVIII, destacava-se pelos excelentes pomares de citrinos, dos quais  ainda hoje conserva uma parte.

 
Até 2001, foi propriedade da família Gama Lobo Salema, sendo depois adquirida  pela Câmara Municipal do  Seixal que tem feito um esforço para manter e dinamizar tudo o que dela chegou aos nossos dias.



Merecem uma visita os seus jardins, por onde se pode passear calmamente, desfrutando de belos passeios  por ruas cobertas de plantas e parreiras em latadas. 

De vez em quando, somos surpreendidos por bonitos recantos decorados com fontes, poços e pomares.
Aqui e além, bonitos bancos revestidos a azulejos, oferecem o descanso a quem por eles passa.
Existe também uma capela forrada com conchas e seixos,  painéis de azulejos,do século XVII,  mas o destaque vai para um lago de maré, e uma fonte trazida da Índia por Vasco da Gama.


O solar tem uma Capela datada do século XX, construída para substituir a que ali existia anteriormente.

De referir que, actualmente, está instalado numa das zonas da Quinta, o Museu Cargaleiro, num edifício de arquitectuta que nada tem a ver com o espaço envolvente duma quinta tradicional.





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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Porque É Fim de Semana: Telhada, Fonte Limpa, Chã de Alvares e Foz de Alvares

Porque é fim de semana, continuamos à descoberta  das aldeias do concelho  de  Góis que  pertencem  à  freguesia  de Alvares.
Hoje vamos visitar mais um grupo de aldeias vizinhas.

Telhada


A Telhada situa-se no limite entre os Concelhos de Góis e Pampilhosa da Serra.
Nesta aldeia desenvolveram-se duas atividades que tiveram grande importância na regiãoa recolha de resina que depois era vendida para a fábrica de Chã de Alvares  e a utilização do barro local no fabrico de telhas.


A Telhada tem como padroeira Nossa Senhora da Boa Viagem e a sua capela foi inaugurada em 1970.



Fonte Limpa

Esta pequena aldeia, praticamente deserta, encontra-se localizada num pequeno vale, virada para Sul, na estrada que liga a Telhada a Chã de Alvares.
Diz-se que a Fonte Limpa foi fundada por dois irmãos com o nome "Campos" que aqui construíram as suas casas.   Tinham vários criados que ajudaram a aldeia  a crescer.
Contam os habitantes desta localidade que  ali existiu uma fábrica de burel. 
Na Fonte Limpa  há uma capela, que foi completamente restaurada em 1982 em honra  de São José.
A primitiva capela terá sido construída pela família Campos, fundadora da povoação.

Chã de Alvares


Casal de Cima
Chã de Alvares é uma aldeia situada a 3 Km da sede de freguesia  e é composta por vários aglomerados: Casal de Santa Margarida, Casal de Diogo Vaz, Casalinho, Tulhas, Rebolo, Covão, Cerejeirinhas, Casal de Cima, Casal de Baixo e Carrasqueira.
Casal de Baixo
Pensa-se que a povoação terá origem na época da ocupação pelos romanos ou pelos Mouros, porque a área era rica em ouro. 
Carrasqueira
Antigamente,  a população de Chã de Alvares foi   bastante activa na região:
Várias padarias forneciam o pão na freguesia,  em Castanheira da Pêra, Pampilhosa da Serra e Álvaro;
Os medronheiros abundavam e produzia-se muita aguardente de medronho;
Existiram duas fábricas  que negociavam e recebiam a resina  produzida na região.  Produziam aguarrás e empregavam muitos dos habitantes da povoação;
O gado, muitas vezes guardado por  crianças, fornecia a lã para as fábricas de produção de burel.
 
No aspecto religioso, esta povoação tem como padroeira Santa Margarida.
A capela inicial terá sido construída no século XV,   pois a  imagem da padroeira é dessa época. Uma bela imagem em pedra policromada e que presentemente está em lugar de destaque no museu de arte sacra em Alvares.
Em 1888, como  a capela estava em ruínas  foi mandada reconstruir. A partir de então, na capela passou a ser celebrada a Missa Dominical evitando que os habitantes da Chã de Alvares se deslocassem   à sede de freguesia.
Entretanto a Capela entrou de novo  em estado de degradação pois não se faziam obras de conservação. Da  ideia de construção dum novo templo religioso  à sua realização foi um passo e em  1962, a nova capela foi solenemente inaugurada e benzida pelo Sr. Bispo Auxiliar de Coimbra, D. Manuel de Jesus Pereira. 
Na Quinta das Tulhas foi construída uma capela particular em honra de Nossa Senhora da Conceição que terá sido benzida em 1915.

Foz de Alvares 

Esta aldeia fica situada a 28 Km da sede de concelho junto à foz da ribeira da  Simantorta, no rio Unhais.

Quem visita a povoação beneficia duma magnífica paisagem onde o verde da serra se mistura  com o azul do céu e  a frescura dos rios.





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